Morte por suspeita de síndrome nefroneural é investigada em Pompéu

Paciente é uma idosa de 60 anos que consumiu a cerveja Belorizontina na capital, passou mal e morreu no dia 28 de dezembro.

Informação foi divulgada nesta terça-feira (14).

Cerveja Belorizontina é investigada pela Polícia Civil em Minas Gerais Reprodução/TV Globo Um caso suspeito de síndrome nefroneural está sendo investigado em Pompéu.

A informação foi confirmada nesta terça-feira (14), pela Secretaria Municipal de Saúde da cidade que informou ter notificado a Secretaria de Estado de Saúde.

A paciente é uma idosa de 60 anos, que morreu no dia 28 de dezembro de 2019.

Ao G1 familiares da vítima, que não quiseram ser identificados, relataram que antes do óbito, a idosa esteve em viagem a Belo Horizonte no período de 15 a 21 de dezembro onde consumiu a cerveja Belorizontina. De acordo com parentes da vítima, após ela ter consumido a cerveja começou a queixar dores abdominais, diarreia e vômitos.

Ela retornou para Pompéu e permaneceu sentindo-se mal.

A família disse também que no dia 26, a mulher deu entrada no Pronto Atendimento do município. Contudo, o quadro clínico da paciente se agravou e ela faleceu no dia 28.

No prontuário médico a causa constatada para a morte foi insuficiência renal e alteração neurológica.

A família disse que após a morte dela, teve conhecimento da relação dos casos de doença e o consumo da cerveja, e registrou ocorrência na polícia nesta segunda-feira (13). A Prefeitura de Pompéu informou, por meio de nota, que desde que tomou conhecimento do caso, "a Secretaria Municipal de Saúde juntamente com o Pronto Atendimento, realizou a apuração e levantamento de informações com posterior notificação e encaminhamento ao CIEVS-MG". A Secretaria de Saúde esclareceu ainda que relatou as informações aos órgãos competentes e aguarda o desenrolar das investigações. Relação com a cerveja A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para investigar a Cerveja Belorizontina produzida pela Backer, com o objetivo de determinar se consumo da cerveja produzida por ela, tem relação com a internação de pessoas na capital mineira e ainda, a morte de um paciente em Juiz de Fora, na Zona da Mata.

Todas a vítimas têm em comum o fato de terem ingerido a cerveja.

Por meio das investigações foi descoberto em duas garrafas do lote 1348, das linhas de produção L1 e L2, uma substância tóxica chamada dietilenoglicol, usada em serpentinas no processo de refrigeração de cervejas.

A substância é apontada como causadora da síndrome nefroneural.

Cervejaria Backer, no bairro Olhos D'Água, em Belo Horizonte Odilon Amaral/TV Globo Recall O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) afirmou nesta segunda-feira (13) que intimou a cervejaria Backer a realizar recall de todas as cervejas e chopes da empresa e também suspender a venda de qualquer produto da marca, até que seja descartada a possibilidade de contaminação de demais produtos. Cervejaria Backer decidiu retirar dois lotes da cerveja Belorizontina de circulação Reprodução/TV Globo A medida abrange qualquer rótulo da cerveja, além dos chopes, fabricado entre outubro de 2019 e esta segunda.

Na noite desta segunda-feira, a determinação já era cumprida em um supermercado de Belo Horizonte.

A retirada de cervejas das prateleiras foi flagrada pela reportagem. Cervejas recolhidas na região A equipe da Vigilância Sanitária em Divinópolis está percorre os supermercados de Divinópolis, em uma ação para recolher cervejas produzidas pela Backer.

Nesta segunda-feira, apenas dois estabelecimentos dos 27 vistoriados pela Vigilância tinham a cerveja na área de vendas, mas não são dos lotes sob suspeita.

As ações de fiscalização vão continuar até o final da semana.

Nesta terça-feira (14), a Vigilância Sanitária de Itaúna informou que irá percorrer todo o comércio local, com objetivo de interditar lotes e suspender vendas da cerveja Belorizontina.

Segundo a Prefeitura, os estabelecimentos ficarão como fiéis depositários do produto interditado e a fabricante procederá o devido recolhimento das garrafas em momento oportuno. Casos Na noite desta segunda-feira, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) atualizou os casos de síndrome nefroneural provocada por intoxicação exógena. Foram notificados 17 casos de intoxicação exógena por dietilenoglicol até esta segunda.

Destes, 16 são do sexo masculino e um feminino.

Quatro casos foram confirmados, um deles evoluiu para óbito, os 13 restantes continuam sob investigação, uma vez que apresentaram sinais e sintomas com relato de exposição. Um dos pacientes está internado em São Lourenço, na Região Sul de Minas Gerais.

O dentista viajou para Belo Horizonte.

Uma mulher de Viçosa, na Região da Zona da Mata, também está hospitalizada.

A prefeitura da cidade notificou a Superintendência de Saúde sobre a suspeita de um caso. A informação foi confirmada, na sexta-feira (10), pela assessoria do Executivo ao G1 e à produção da TV Integração.

O Executivo emitiu uma nota sobre o assunto.

Ela não teria ido à capital mineira. O Ministério da Saúde confirmou que Belo Horizonte é o local provável de exposição de todos os casos. Dietilenoglicol O dietilenoglicol é usado em grandes indústrias, nos processos de resfriamento.

A Associação Brasileira de Cervejas Artesanais informou que a substância raramente é usada pelas fábricas de cerveja.

A Backer alega que não usa esse produto.

Mas afirma que usa o monoetilenoglicol. "Ontem foi feito uma perícia na fábrica e foi arrecadado notas fiscais da utilização do componente monoetilenoglicol, logicamente a empresa tem sua versão e a investigação vai definir se realmente há a utilização do dietilenoglicol por parte da empresa ou não", afirmou o chefe da Polícia Civil de Minas, delegado Wagner Pinto. O monoetilenoglicol tem fórmula muito parecida com o dietilenoglicol.

Em caso de ingestão, pode provocar sintomas semelhantes.

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